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domingo, 14 de dezembro de 2014

Mãe Radical em : Os desafios que a maternidade nos impõe...

Eu era uma mãe perfeita. Sim eu era. Eu era aquela mãe que sempre fazia tudo certo, que tinha respostas para todas as perguntas. Eu conseguia manter uma rotina organizada e cumprir com os horários. Todas as manhãs eu acordava cedo cantando e preparava um desjejum saboroso e saudável, minhas filhas acordavam felizes e logo estavam vestidas e tomávamos todos um café da manhã jutos e alegres. E dormiam sempre no horário. Fazia as refeições nas horas certas e com um cardápio adequado e balanceado, com alimentos integrais e muito saudáveis e gostosos. E meus filhos comiam absolutamente tudo e nunca exageravam comendo demais. O quarto deles era organizado e as camas eram arrumadas sempre pela manhã e bem cedo para que se acostumassem com a organização e mais tarde fizessem isso por contra própria. As roupas estavam sempre limpas no armário, dobradas e separadas segundo cores tipos de peças, usos e clima. E nenhuma delas estava encardida, descosturada, sem botão ou furada. Os brinquedos todos de boa qualidade e organizados para que fossem usados e ao final do dia eram recolhidos e guardados cada um em seu lugar de origem. E principalmente eu estava sempre serena e nunca me alterava, nunca perdia a calma e nunca gritava. E todo esse tempo eu fui uma mãe exemplar e perfeita. Só que um dia aconteceu ! É aconteceu... Após anos e anos sendo uma mãe maravilhosa e irrepreensível. Aconteceu ... Eu tive uma filha, sim nesse dia me tornei mãe e foi desesperador, porque não mais tinha todas as respostas. Eu já não conseguia encarar tudo com aquela naturalidade e a realidade chegou para dizer que a mãe que eu sonhava me tornar não existe. Não me tornei a pior mãe da face da terra naquele momento. Não !!!! Ainda existiam mães piores que eu. Tem mais que matam seus filhos e outras até os abandonam e eu era grata aquelas " péssimas mães" por me livrarem do titulo da pior mãe do planeta. Mas ainda assim eu me sentia uma mãe muito a quem do que eu desejava para minha filha. E pasmem ... eu mesma resolvi que minha filha precisava de uma mãe melhor do que eu era e passei a procurar uma mãe perfeita para ela. Avaliei muitas mulheres para esse cargo importante e nenhuma delas era adequada ao cargo de mãe da minha filha, seja pela conduta, seja pelas crenças, seja pelo que já eram como mãe... enfim nenhuma das mulheres que encontrei eram boas o bastante para serem a mãe que eu queria ter para minha filha. Então percebi que se ninguém era preparada o suficiente para a função, eu teria que capacitar alguém para essa tarefa importantíssima: ser a mãe da minha filha. E mais uma vez não encontrei uma pessoa que estive apta a isso, a ser preparada para o cargo de mãe. Foi aí que percebi que a única pessoa que tinha chance de ser uma mãe a altura da que eu desejava para minha filha era eu e que eu não estava preparada para isso, mas podia aprender porque eu sabia o que era necessário para minha filha e era capaz de me esforçar ao máximo para dar a ela o melhor de mim. Mas o melhor de mim nunca chegou perto da mãe idealizada por mim. E vai ter dias que eu vou perder a calma, um dia meus nervos não vão mais suportar e eu vai gritar vai perder a razão, só não vou perder o amor.

domingo, 13 de novembro de 2011

Às leitoras e leitores


Compartilho aqui minhas tentativas de viver a família, a maternidade de um jeito que ainda estou descobrindo como um dia deveria ser uma mãe Waldorf ... Uma mãe radical? Talvez! Buscando a maternidade comprometida... e ATIVA.

Quem pode faz,
Quem não pode ensina,
Quem não pode ensinar, ensina a ensinar.
(George Bernard Shaw)

Porque ainda não sei fazer ou ensinar eu "ensino" buscando "apreender".