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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mãe Radical em... O meu mundo é diferente do seu !

15 de dezembro de 2014 às 03:51


Sua filha aprende as letras
minha pinta aquarelas e vive as cores

Sua filha preenche caderno de caligrafia
minha faz tricô de dedo e costura

Sua filha faz balé
minha Euritmia

Sua filha estuda partituras e toca piano
minha descobre a sonoridade das cordas do Kantele

Sua filha faz natação
minha brinca na areia

Sua filha tem aulas de judô
minha pula corda

Sua filha frequenta o curso de inglês
minha cozinha e lava louça

Sua filha já sabe informática
minha brinca de boneca

Quem é mais feliz agora
a criança que vive dentro
ou fora da teia?

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Diário de bordo da Mãe Waldorf ... A Mochila !!!


Hoje minha pequena, que já esta tão grande que vai começar o 1º ano nesse ano, recebeu sua primeira mochila toda feita de couro.
Essa mochila não se trata apenas de mais um material escolar que todas as crianças carregam para a escola com seu material escolar.
Para quem não sabe  vou contar, é importante que essa mochila de couro seja feita firme para "dar coluna" para a criança que inicia seus estudos no 1º ano e será ela que acompanhará por muitos e muitos anos a criança, quem sabe até o seu 12º ano ! ?
A mochila de minha filha foi feita pelo pai dela, que moldou o couro, costurou, colou e deu estrutura . Antes o que era apenas couro, agora é manufatura e uma manufatura ímpar carregada de simbologia, de significado, de intenção e de um fazer dedicado e amoroso de pai para filha.
Nossa segunda filha já falou que quer uma mochila para ela também !!! E eu falei que ela terá a dela quando ela for para o 1º ano.
Parabéns a meu amado esposo que dominou a matéria e fez dela uma obra prima.



Preço do material utilizado R$ 135,00.
Feita durante oficina na Escola Aitiara, 2 dias, sendo aproximadamente 5 horas cada dia.
Ter uma mochila confeccionada pelo pai... não tem preço !!!

#pedagogiaradical
#maeradical
#maewaldorf

Presente caseiro ...

12 de janeiro de 2015

Quero partilhar com vocês minha "corujice" de mãe.
Ontem minhas filhas de 3 e 6 anos ganharam 1 caixa de bombons da Lacta da vizinha da minha mãe. Eu que só dou chocolate orgânico e controlo demais doces para elas achei demais ! Mas elas adoraram.
Hoje minha filha mais velha veio me falar para fazermos bolachas de baunilha para presentear a vizinha em retribuição. 
Eu fiquei toda derretida porque ela ao invés de querer comprar algo queria presentear com algo feito por nos e se empenhou bastante em fazer o presente personalizado.
Então fizemos uma bolacha quase 100% orgânica !!! 

A dor do parto numa concepção não materialista.

Quanto mais estudo... maior é a responsabilidade !!!!!



Estudando a origem da "dor do parto" numa visão espiritual e não cientificista, descobri o quanto é importante para o nascimento e a vida do que encarna.

Fico me perguntando se as mães que se sentem espíritas, espiritualistas ou espiritualizadas pensaram e foram informadas sobre isso antes ???? Mas que por "algum motivo" privou o filho dessa vivência e agora tem essa consciência ... é importante que saiba !!!!!

É fundamental esse conhecimento...

Destaco um trecho...

TRECHO de "O nascimento da individualidade - A gênese humana e a moderna obstetrícia" de Werner Hassauer, editora Antroposofica.

"Foi Rudolf Steiner que pronunciou a seguinte sentença enigmática: "Quando a mãe suporta conscientemente as dores do parto, ajuda a criança a cumprir o seu destino." O destino da criança consiste no "querer encarnar-se e no ter de encarnar-se." ao nascer sob o signo dos esforços que precisa fazer. Nós a ajudamos enquanto compreendemos e juntos com ela assumimos a grande dor da encarnação em sentido abrangente. Especialmente a mãe está capacitada para isso, suportando conscientemente as dores do parto, unindo-se na dor com a entidade da criança, para assim, em comum com ela, agüentar a passagem para o mundo terrestre. Sob este ponto de vista o nascimento, e especialmente as dores do parto, ganham uma nova e diferente dimensão." ...
 — com Marcus Vinicius.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Mãe Radical em : Os desafios que a maternidade nos impõe...

Eu era uma mãe perfeita. Sim eu era. Eu era aquela mãe que sempre fazia tudo certo, que tinha respostas para todas as perguntas. Eu conseguia manter uma rotina organizada e cumprir com os horários. Todas as manhãs eu acordava cedo cantando e preparava um desjejum saboroso e saudável, minhas filhas acordavam felizes e logo estavam vestidas e tomávamos todos um café da manhã jutos e alegres. E dormiam sempre no horário. Fazia as refeições nas horas certas e com um cardápio adequado e balanceado, com alimentos integrais e muito saudáveis e gostosos. E meus filhos comiam absolutamente tudo e nunca exageravam comendo demais. O quarto deles era organizado e as camas eram arrumadas sempre pela manhã e bem cedo para que se acostumassem com a organização e mais tarde fizessem isso por contra própria. As roupas estavam sempre limpas no armário, dobradas e separadas segundo cores tipos de peças, usos e clima. E nenhuma delas estava encardida, descosturada, sem botão ou furada. Os brinquedos todos de boa qualidade e organizados para que fossem usados e ao final do dia eram recolhidos e guardados cada um em seu lugar de origem. E principalmente eu estava sempre serena e nunca me alterava, nunca perdia a calma e nunca gritava. E todo esse tempo eu fui uma mãe exemplar e perfeita. Só que um dia aconteceu ! É aconteceu... Após anos e anos sendo uma mãe maravilhosa e irrepreensível. Aconteceu ... Eu tive uma filha, sim nesse dia me tornei mãe e foi desesperador, porque não mais tinha todas as respostas. Eu já não conseguia encarar tudo com aquela naturalidade e a realidade chegou para dizer que a mãe que eu sonhava me tornar não existe. Não me tornei a pior mãe da face da terra naquele momento. Não !!!! Ainda existiam mães piores que eu. Tem mais que matam seus filhos e outras até os abandonam e eu era grata aquelas " péssimas mães" por me livrarem do titulo da pior mãe do planeta. Mas ainda assim eu me sentia uma mãe muito a quem do que eu desejava para minha filha. E pasmem ... eu mesma resolvi que minha filha precisava de uma mãe melhor do que eu era e passei a procurar uma mãe perfeita para ela. Avaliei muitas mulheres para esse cargo importante e nenhuma delas era adequada ao cargo de mãe da minha filha, seja pela conduta, seja pelas crenças, seja pelo que já eram como mãe... enfim nenhuma das mulheres que encontrei eram boas o bastante para serem a mãe que eu queria ter para minha filha. Então percebi que se ninguém era preparada o suficiente para a função, eu teria que capacitar alguém para essa tarefa importantíssima: ser a mãe da minha filha. E mais uma vez não encontrei uma pessoa que estive apta a isso, a ser preparada para o cargo de mãe. Foi aí que percebi que a única pessoa que tinha chance de ser uma mãe a altura da que eu desejava para minha filha era eu e que eu não estava preparada para isso, mas podia aprender porque eu sabia o que era necessário para minha filha e era capaz de me esforçar ao máximo para dar a ela o melhor de mim. Mas o melhor de mim nunca chegou perto da mãe idealizada por mim. E vai ter dias que eu vou perder a calma, um dia meus nervos não vão mais suportar e eu vai gritar vai perder a razão, só não vou perder o amor.

domingo, 13 de novembro de 2011

Às leitoras e leitores


Compartilho aqui minhas tentativas de viver a família, a maternidade de um jeito que ainda estou descobrindo como um dia deveria ser uma mãe Waldorf ... Uma mãe radical? Talvez! Buscando a maternidade comprometida... e ATIVA.

Quem pode faz,
Quem não pode ensina,
Quem não pode ensinar, ensina a ensinar.
(George Bernard Shaw)

Porque ainda não sei fazer ou ensinar eu "ensino" buscando "apreender".